Bosch Mobility: de semanas para dias no ciclo de simulação

No dinâmico mercado atual, as equipes de engenharia correm contra o tempo para inovar, mas frequentemente esbarram em gargalos operacionais. Você provavelmente já vivenciou ou testemunhou cenários em que os times de design e simulação trabalham de forma isolada, equilibrando múltiplas ferramentas desconectadas e lutando para rastrear as últimas versões de um projeto.

Esse desalinhamento clássico resulta em atrasos, desperdício de recursos e, no fim do dia, limita o verdadeiro potencial de desenvolvimento de novos produtos.

Esse era exatamente o desafio enfrentado pela divisão Electrified Motion da Bosch Mobility, referência global em soluções de propulsão elétrica para veículos. 

A empresa precisava encontrar uma maneira de eliminar o abismo entre seus processos de CAD (Design Auxiliado por Computador) e CAE (Engenharia Auxiliada por Computador), otimizando o fluxo de trabalho e acelerando o time-to-market de seus componentes eletromecânicos e motores de baixa tensão de última geração.

“Reduzimos significativamente os tempos de espera, acelerando os ciclos de simulação de semanas para dias.”

Fabian Schirmaier, Gerente de Projetos de Transformação Digital da divisão Electrified Motion da Bosch Mobility.

Derrubando as barreiras entre Design e Simulação

A liderança da Bosch percebeu que a abordagem tradicional, caracterizada por silos entre os times de CAD e CAE e um ecossistema fragmentado de softwares, estava freando a produtividade. A variedade de ferramentas de pré-processamento para diferentes áreas exigia especialistas altamente dedicados e gerava gargalos constantes nos ciclos de desenvolvimento.

Além disso, como o processo de engenharia é naturalmente iterativo, garantir que todos estivessem trabalhando em cima da versão mais recente do projeto era uma tarefa complexa e propensa a erros. A divisão precisava de uma abordagem unificada: uma única fonte de verdade capaz de integrar o design e a simulação de ponta a ponta.

A Solução Siemens: uma engenharia sem atritos

A resposta para esse desafio veio com a combinação estratégica do Designcenter NX (para CAD) e do Simcenter 3D (para CAE) da Siemens. A Bosch escolheu essas soluções justamente pela profundidade de sua integração. Com elas, os engenheiros passaram a realizar alterações críticas de design diretamente no ambiente do Simcenter 3D, eliminando o vaivém exaustivo de arquivos com os especialistas em CAD.

Mais do que implementar novas tecnologias, a mudança estabeleceu uma nova cultura de colaboração. A padronização em torno do Designcenter NX e do Simcenter 3D destravou um enorme potencial de automação. Recursos como a modelagem baseada em regras aceleraram drasticamente a conversão de modelos geométricos (CAD) em modelos de simulação, poupando horas preciosas de engenharia.

O modelo CAD tornou-se o coração digital do projeto, garantindo que todas as simulações e etapas posteriores estivessem perfeitamente alinhadas. Para completar, a flexibilidade do Simcenter 3D permitiu uma transição suave e gradual, garantindo que a fábrica não perdesse produtividade durante a implementação.

De semanas para dias: um impacto transformador

Os resultados obtidos pela divisão Electrified Motion da Bosch Mobility consolidam o sucesso do projeto. Ao deixar para trás ferramentas antigas e fluxos fragmentados, a empresa obteve ganhos expressivos em eficiência:

  • Maior exploração de design: Os engenheiros agora conseguem testar e iterar rapidamente um número muito maior de variações de um projeto, obtendo insights profundos sem esforço manual adicional. O resultado? Produtos com desempenho superior.
  • Ciclos de simulação expressos: Processos de simulação e avaliação que antes demandavam semanas foram compactados em poucos dias, agilizando tomadas de decisão estratégicas.
  • Democratização da automação: A nova abordagem padronizada tornou a simulação automatizada acessível e compreensível para diversas áreas da empresa.
  • Fim dos gargalos manuais: Tarefas repetitivas, como identificar e definir contatores térmicos em simulações termodinâmicas, que antes consumiam um dia inteiro de trabalho manual por modelo, passaram a ser feitas de forma automatizada.
  • Mitigação de erros humanos: Com as alterações centralizadas no mesmo ambiente digital, eliminou-se o risco de falhas manuais e retrabalhos decorrentes de dados desatualizados.

Em última análise, todas essas melhorias convergem para o indicador que mais importa no mercado atual: colocar produtos melhores nas mãos dos clientes em menos tempo. O caso de sucesso da Bosch comprova que conectar as ferramentas certas de design e simulação é o caminho definitivo para revolucionar a engenharia moderna.

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